Ucrânia e Swift: mais um capítulo da “Nova Guerra Fria”

Diante da escalada de tensões entre Rússia e Estados Unidos, por causa da Ucrânia, o Governo Biden ameaça com uma série de sanções o regime de Putin. Segundo a rede CNN as medidas tomadas iriam desde sanções ao círculo de poder russo, a empresas de energia, até retirar a Rússia do sistema de pagamentos SWIFT.

Trata-se de um mecanismo de compensação de depósitos bancários utilizado pelos bancos em suas transações internacionais. Caso a medida se concretize, os russos não mais poderão fazer transações em dólar com o resto do mundo. Tal medida foi adotada pelos EUA em relação ao Irã, durante o Governo Trump, para asfixiar a economia do país.

Caso seja verdade, antes de estrangular a economia russa, Biden provavelmente quer causar uma inflação sem precedentes no mercado mundial de energia, com efeitos catastróficos em nível mundial, sobretudo para nós brasileiros. Ninguém precisa lembrar da importância do gás russo para a Europa, na iminência do inverno no Hemisfério Norte.

Mas o mais provável que seja um blefe ou mais um capítulo da guerra híbrida entre os dois países, para desviar o foco da fragilidade estratégica da OTAN diante dos eventos entre a Rússia e a Ucrânia. Contudo, este tipo de ameaça também pode ter efeito acelerar a procura por moedas digitais, que podem se constituir, no que antes era um devaneio de ancaps, em uma alternativa ao sistema do dólar/Swift.

No início do ano, o presidente salvadorenho Nayib Bukele passou a aceitar o Bitcoin como sistema de pagamento em um país pobre centro-americano, onde a economia é totalmente dolarizada. Em rota de colisão com as elites tradicionais de El Salvador, Bukele buscou uma salvaguarda diante de uma guerra econômica movida pelos EUA, caso eles queiram se livrar dele da presidência. Os resultados, para o atual presidente salvadorenho podem não ser os melhores, mas a Rússia está em uma ordem de grandeza muito acima, enquanto potência mundial, para poder fazer uso de tais artifícios.

A conferir.

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