Conheça João Baptista de Mattos, o primeiro marechal negro do Brasil

Por Iniciativa Brasílica

João Baptista de Mattos (1900-1969) foi o primeiro negro a receber o posto de Marechal do Exército Brasileiro. Filho de Umbelina de Mattos, que trabalhava como babá dos Carquejas, uma família mais abastada. Seu pai, Quintilhiano de Mattos, era condutor dos trens da Central do Brasil. Apesar de ser proveniente de família com poucos recursos, João Baptista de Mattos foi alfabetizado e teve acesso à instrução primária formal, em uma escola pública municipal do Rio de Janeiro. Depois, estudou no Colégio Pedro II. Ingressou no Exército Brasileiro em 1918, aos 17 anos de idade, quando prestou prova de seleção para a Escola Militar do Realengo.

Aprovado, iniciou seus estudos como Aspirante à Arma de Infantaria. Mattos concluiu a Escola Militar em 1921 e foi designado para servir em Florianópolis, graduando-se 2º Tenente e, em pouco tempo, 1º Tenente. Enquanto Tenente do Exército serviu em Florianópolis, Curitiba, Maceió, Salvador, Recife e na então Capital Federal. Casou-se com Olga Braga Gomes, em 1923, tendo 7 filhos.

Formado bacharel em Direito na década de 1930 em Niterói, Mattos serviu em aproximadamente 13 estados da federação ao longo de sua carreira, tornando-se membro de diversas instituições de pesquisa histórica e geográfica. Durante a Segunda Guerra Mundial, esteve a frente do Treinamento dos Oficiais da Força Expedicionária Brasileira. De acordo com seu filho Foi impedido de participar na campanha na Itália pelo General Dutra por racismo contra Oficiais de alta patente negros.

Por alguns anos Mattos esteve diretamente envolvido na produção de “A Defesa Nacional”, uma revista militar de prestígio, fundada em 1909. Esta revista aplicava-se em assuntos de interesse militar relacionados à Marinha, Aeronáutica, Exército, geografia, história, geopolítica, ciência e técnica, com alcance nacional. Entre 1958 e 1960, Mattos foi diretor presidente da revista e em outros anos exerceu outras funções, compondo sua direção.

Ao longo de sua vida envolveu-se ainda em diversos círculos letrados, voltados para a pesquisa histórica e geográfica brasileira, chegando a ser presidente do Instituto de História e Geografia.

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