A brigalhada ao largo das “sinhás”

Por Antônio Risério.

Um colunista da “Folha de S. Paulo”, Leandro Narloch, escreveu uma resenha (simpática, mas muito superficial) sobre “As Sinhás Pretas da Bahia: suas escravas, suas joias”, meu livro mais recente, lançado pela editora Topbooks, do Rio de Janeiro. De passagem, deu uma leve cutucada na militância neonegra.

Resultado: meteram o cacete no colunista, pedindo sua cabeça, exigindo que ele seja demitido do jornal. Já estamos ficando cansados de ver isso: é o macartismo identitário em ação – no caso, com suas milícias racialistas. Até a historiadora Lilia “Beyoncée” Schwarcz, expoente uspiana da “história penitencial” no país, entrou na dança…

Nessa brigalhada, o fogo todo se concentra no ataque ao colunista da Folha. Evita-se o livro, talvez porque ele tenha entrado em cena sem a máscara e sem o álcool em gel da atual voga político-ideológica. Evitam-se os dados e os argumentos que ele traz – e que, por isso mesmo, ficam sem resposta. O negócio é bater no colunista que o elogiou… mas silenciar sobre ele mesmo.

Que, entre outras coisas, lembra que Marcelina Obatossi – primeira mãe de santo da Casa Branca, ex-escrava de Iyá Nassô, fundadora do célebre terreiro da Barroquinha – tinha quase uma vintena de escravos, diversas casas, muitas joias. Como escravos e joias tinha Otampê Ojaró, a neta do rei Akebioru, que criou na Bahia o terreiro do Alaketu. E escravaria e joias possuíam Maria Júlia e Francisco Nazareth, responsáveis pela implantação do terreiro do Gantois.

Em suma, um livro que mostra a diversidade concreta dos arranjos possíveis numa sociedade escravista – e acompanha o processo de formação de uma elite socioeconômica negra que, toda ela escravista, criou o venerado e venerável candomblé jeje-nagô do Brasil.

Mas, sobre isso, ninguém quer falar…

1 comentário em “A brigalhada ao largo das “sinhás”

  1. ” Qual é o Projeto de Israel para a Argentina? ”
    por Thierry Meyssan

    No século XX, aproveitando as vantagens que lhes confere o Tratado da guerra das Malvinas, o Reino Unido e Israel montam um novo projeto na Patagônia.

    O bilionário britânico (sic) Joe Lewis adquire imensos territórios no Sul argentino, e mesmo no vizinho Chile. Suas propriedades cobrem várias vezes o tamanho do Estado de Israel. Elas estão situadas na Terra do Fogo, no extremo Sul do continente. Rodeiam o Lago Escondido, impedindo efetivamente o acesso a região, apesar de uma decisão judicial contrária.

    Um aeroporto privado, tendo uma pista de aterrissagem (aterrissagem-br) de 2 quilômetros, foi preparado pelo bilionário para receber aviões de transporte civis e militares.

    Desde a guerra das Malvinas, o exército israelita organiza “campos de férias” (sic) para os seus soldados na Patagônia. Anualmente, são agora de 8 à 10.000, de entre eles os que vêm para passar duas semanas nas terras de Joe Lewis.

    https://legio-victrix.blogspot.com/2021/09/thierry-meyssan-qual-e-o-projeto-de.html … o “falso” Plano Andínia em andamento.

    Sobre o “britânico” Joe Lewis:
    https://peoplepill.com/people/joe-lewis-3
    Lewis é o principal investidor do Grupo Tavistock (putz!)

    “Pelos frutos sereis conhecidos: a árvore boa não produz maus frutos nem a árvore má produz bons frutos.”
    (Lucas 6:35)

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