Acordo com a Rússia abre portas para o reerguimento do programa nuclear brasileiro

A Eletronuclear assinou acordo em Viena com a estatal russa Rosatom, durante conferência da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Pelo acordo, poderão ser construídas novas usinas nucleares e novos reatores, desenvolvidas técnicas de construção no setor de gestão de resíduos, dentre outros temas.

Este acordo assinado nesta semana, sucede um anterior assinado em 2017, pelo então presidente Michel Temer. A cooperação com a Rússia na energia nuclear data do início dos anos 1990.

Apesar da decisão do governo em privatizar a Eletrobras, a Eletronuclear e gestão brasileira de Itaipu permanecerão sobre controle direto do Estado. Um dos grandes desafios vai ser concluir as obras de Angra 3, paralisadas desde a Lava Jato, processo que o governo sinaliza dar prioridade.

É imperioso finalizar as obras de Angra 3, orçadas em R$ 18 bilhões e se valer da parceria russa para viabilizar o desenvolvimento da indústria nuclear no Brasil. Com a Lava Jato (felizmente!) fora do radar, espera-se que o desenvolvimento das atividades nucleares ganhem status especial e possam dar frutos.

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