Inflação, perdas salariais e dívida pública

Por André Nunes.

O governo diz que qualquer reajuste salarial com mera reposição inflacionária custaria bilhões aos cofres públicos.

No entanto, para engordar o bolso dos banqueiros e esconder os verdadeiros custos exorbitantes não contam a atualização monetária como despesa com juros.

Um peso, duas medidas!

Segundo os dados oficias do próprio governo a Dívida Pública já ultrapassa R$5,2 TRILHÕES, se somada a dívida externa e as devidas atualizações monetárias chegamos a quase R$ 7 TRILHÕES.

A gerência de plantão dessa ditadura do capital, capitaneada por Bolsonaro e Paulo Guedes, que impôs a “independência” do Banco Central, recentemente conseguiu permissão para que o BC possa emitir títulos próprios, independente do Tesouro, o que vai alavancar ainda mais a Dívida Pública sugando todos os recursos públicos para remunerar a sobra de caixa dos bancos, através do depósito compulsório com as operações compromissadas.

Além do aspecto imoral (e ilegal) da dívida, do ponto de vista econômico é igualmente trágico: nenhuma instituição financeira vai colocar dinheiro no mercado através de empréstimos se poder ter sua captação (recursos de toda sociedade depositados nos bancos) remunerada sem o mínimo esforço pelos títulos da Dívida Pública. Para que se expor ao risco? Não é de se estranhar que os juros praticados no crédito direto ao cliente sejam elevadíssimos, contraindo a atividade econômica.

Os gastos sociais já estão praticamente congelados por 20 anos, porém para remunerar as grandes instituições financeiras e as famílias que as controlam não existe limite, “o céu e o limite” como bem define a auditora Maria Fattorelli .

O cidadão comum costuma se perguntar porque paga tantos impostos e nada funciona, não há retorno.

A resposta é simples, apesar do tema parecer ser complexo: a população em geral paga muitos impostos sobre o consumo para que os barões do Brasil posso estar isentos e porque o orçamento público está sendo sugado para despesa corrente com a Dívida Pública, remunerando o capital ocioso concentrado nas mãos de 1 dúzia de famílias.

Nunca teremos serviços públicos dignos e adequados enquanto os recursos públicos continuarem sendo absorvidos para remunerar banqueiros.

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