Sobre “teorias conspiratórias” e a hipocrisia do estabilishment

Por Felipe Quintas.

Por mais bizarras e alucinadas que sejam as chamadas teorias da conspiração, todas elas guardam um fundo de verdade: o poder de fato esconde-se atrás do poder visível e o instrumentaliza para enganar e manipular as pessoas comuns.

A onda de desconfiança em todo o ocidente capitalista ao chamado “establishment” é, na verdade, um primeiro sinal de amadurecimento político e verdadeiramente democrático das sociedades.

Irracional não é essa descrença, mas a tentativa dos setores dominantes de criminalizá-la, como se as “fake news”, o Trump, o “neofascismo” fossem a causa e não a consequência do processo. É irracional não apenas por não resolver a questão e se recusar a vê-la, mas principalmente por expor ainda mais as vísceras do sistema e os seus agentes, inclusive muitos outrora insuspeitos, fragilizando ainda mais as bases de legitimação do sistema.

Em várias outras crises, as elites mudaram para que nada precisasse mudar. Mas, agora, elas estão tão convencidas da sua superioridade que sequer pensam em reformular seus mecanismos de dominação para atender aos anseios sociais, ou, quando pensam, é para aprofundar o que já existe, vide a agenda do Great Reset.

A verdade é que a plutocracia agiota anglo-batavo-saxã-sionista, que a esquerda chama de neoliberalismo e a direita chama de globalismo, só conseguiu se firmar absoluta nas últimas décadas pela adesão e conivência, explícita ou tácita, de muitos setores sociais e políticos, inclusive os ditos de oposição, que se prestaram, o mais das vezes, de fantoches dessa plutocracia, em troca de vantagens e benesses pessoais, desde esquemas empresariais de lavagem de dinheiro e patrocínios eleitorais, num âmbito maior, até bolsas de estudo e ativismos morais, num âmbito menor.

Esse sistema não será eterno, e já começa a mostrar fraqueza. Mas não será superado da noite para o dia, por milagre, sem dor e sofrimento, como muitos esperavam no início da pandemia, da mesma forma que esperaram na crise de 2008, no atentado de 2001 e nas crises dos anos 90. Muita ponte e muitos pedestais ainda serão derrubados, muitos “altares” ainda serão profanados, muitas donzelas virgens ainda se revelarão experientes prostitutas. Um mundo novo está começando a surgir e os que ganharam com o mundo como é há 40 anos não estão nem um pouco satisfeitos. Um bom sinal.

1 comentário em “Sobre “teorias conspiratórias” e a hipocrisia do estabilishment

  1. ” Quando as potências arrogantes e seus príncipes cruéis e gananciosos, dominarem o mundo com suas máquinas e tecnologias, então; devastarão a terra, deixando-a completamente destruída, suja,poluída e arruinada e eles perecerão junto com ela; somente assim, o justo herdará a terra e reconstruirá tudo novo, socialmente igualitário e com um socialismo ecológico justo e humano” ( Grande Lama ). As “elites ocidentais” construíram um mundo, uma ordem pós segunda guerra; montada em seu próprio favor, depredaram e corromperam o mundo, dominando os países fracos, pobres e desarmados, sempre com o argumento da democracia capitalista e sociedades abertas. Cooptaram e chantagearam com o seu dólar governos e cidadãos pelo mundo afora, tentando manter seu domínio eterno sobre o mundo com um papel sem valor. Imprimindo papel, e tentando dar valor com força militar e econômica com domínio eterno do dólar. Um projeto econômico construído executado com guerras e saques por todo o mundo pelo império Anglo-Americano-( )…usando mídia comprada, cinema, show, música pop, disney, mundo religioso e toda porcaria de consumo, vale tudo, para mostrar força e corromper. E agora !… A Asia se levanta… , com todo o continente eurasiano, 2/3 do planeta terra que não conseguiram conquistar e dominar, ( vide saída humilhante do afeganistão.

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