Em Uma década, Brasil se tornou dependente de exportação de commodities

Todos os 12 países da América do Sul são dependentes de produtos básicos.

A dependência de commodities aumentou na última década: de 93 países em 2008–2009 para 101 em 2018–2019, de acordo com o relatório State of Commodity Dependence 2021 da Unctad, organização da ONU para comércio e desenvolvimento.

O valor nominal das exportações mundiais de commodities atingiu US$ 4,38 trilhões em 2018–2019, um aumento de 20% em comparação com 2008–2009, mostra o relatório. “A dependência de commodities torna os países mais vulneráveis a choques econômicos negativos”, disse o chefe de commodities da Unctad, Janvier Nkurunziza. Dos 101 países, 87 são nações em desenvolvimento.

A organização considera um país dependente da exportação de commodities quando mais de 60% de suas exportações totais de mercadorias são compostas por produtos básicos cujos preços são definidos pelas bolsas de mercadorias.

Na América do Sul, todos os 12 países tinham um nível de dependência de commodities superior a 60% em 2018–2019 e, para três quartos deles, a participação das exportações de commodities nas exportações de mercadorias ultrapassou 80%.

O Brasil não era dependente de commodities em 2008–2009, com as exportações dessas mercadorias representando 56,5% do total, mas em 2018–2019 a participação passou para dois terços das vendas.

A maioria dos países que eram dependentes de commodities em 2008–2009 permaneceram assim em 2018–2019, de acordo com o relatório, destacando a persistência desse fenômeno.

Dos 101 países dependentes de commodities em 2018–2019, 38 dependiam das exportações de produtos agrícolas, 32 das exportações de mineração e 31 dos combustíveis.

Com informações Monitor Mercantil

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