Forças Armadas, o início da solução

O judiciário brasileiro tem o narcotráfico como seu exército de desestabilização nacional. Em termos práticos, instrumentaliza as reações desse gigantesco contingente armado. Com a força de um despacho, uma decisão monocrática, pode fazer eclodir o terror em uma capital – e logo metade da frota de ônibus terá virado fogueira. Doutro lado, também pode impedir a atuação das forças estatais em zonas controladas pelos agrupamentos terroristas – num ato deliberado de normalização da condição de refém da população.

No fim das contas, essa relação de simbiose faz parte do projeto de neutralização das forças militares brasileiras. Pela vontade do judiciário, obriga-se que nossos militares estejam demasiadamente ocupados com o combate do tráfico de drogas, com a proteção do meio ambiente, e cautelosos para que não tenham qualquer uma de suas ações interpretadas como antidemocráticas.

Como o jurista Ives Gandra pontuou[1], a Constituição Federal de 1988 preparou o terreno para o século do Poder Judiciário (o século XIX teria sido dos legislativos, o XX dos executivos), que atua como braço do “governo mundial”. Por isso, a todo momento surgem essas histórias de recorrer às cortes internacionais[2][3][4] por coisas que acontecem aqui dentro. Na verdade, a primeira vez que um tribunal internacional atropelar uma decisão do judiciário brasileiro, se por um lado poderá satisfazer o ódio do povo pelo seu carrasco, também significará o avanço para a próxima fase do próprio judiciário em sua manifestação global.

Importante lembrar que recentemente o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, foi preso por desacato a autoridade judiciária[5]. Por aqui, a prisão de Roberto Jefferson é tida como uma ameaça aberta ao presidente Bolsonaro e aos seus familiares. É o judiciário se mexendo. Além de mandar prender e mandar soltar, o superpoder investiga e manda investigar, e sem qualquer escrúpulo sentencia que eleição não é algo que se pode ganhar, mas que se pode tomar. Não à toa Erdogan fez o que fez[6].

Aqui, vale pontuar: o dinheiro de George Soros chegou em peso ao país em 1987. A atual Constituição Federal foi custeada com dinheiro das sociedades abertas, e embora não tenha sido inteiramente formatada como tal, foi continuamente “aperfeiçoada” nesses propósitos pelas sucessivas emendas – que a aproximaram da sua finalidade essencial: supremacia judicial, financista e das normas internacionais. Em essência, somos regidos por uma carta magna a la “Karl Popper”[7].

O riscado está claro. Talvez a única instituição com a credibilidade popular na salvaguarda dos valores nacionais, nossas Forças Armadas têm uma longa missão em suas mãos. Ainda que não sejam por si mesmas a solução, certamente fazem parte dela. Estaremos preparados? Elas estarão.

Dá-se início ao Quinto Movimento de Construção do Brasil.


[1]http://www.cidp.pt/revistas/rjlb/2018/5/2018_05_0917_0925.pdf

[2]https://www.andes.org.br/conteudos/noticia/tribunal-penal-internacional-de-haia-aceita-denuncia-contra-jair-bolsonaro1

[3]https://apublica.org/2021/01/exclusivo-raoni-denuncia-bolsonaro-em-corte-internacional-por-crimes-contra-a-humanidade-leia-denuncia/

[4]https://www.cnnbrasil.com.br/politica/2021/08/14/defesa-de-roberto-jefferson-diz-que-pode-recorrer-a-corte-internacional

[5]https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/07/07/ex-presidente-jacob-zuma-e-preso-na-africa-do-sul.ghtml

[6]https://exame.com/mundo/autoridades-turcas-ordenam-prisao-de-2-745-juizes-e-promotores-apos-golpe/

[7]https://www.brasilagro.com.br/conteudo/as-liquidas-conviccoes-de-paulo-guedes.html

1 comentário em “Forças Armadas, o início da solução

  1. pelos “expoentes” que dispomos, creio que tudo já está muito ‘dominado’!! (e haja voos prás “Disneylands”)!!!!… e pensei que era só esta década perdida!…

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