A fuga do Afeganistão

Bem, chegou a minha hora de analisar a mais que esperada traição dos Estados Unidos aos seus asseclas e comparsas de roubalheiras em países atacados, explorados. A mídia ocidental já escolheu a sua retórica, já escolheu as imagens chocantes e vai fazer disso a bandeira de terror que se espalha pelo Afeganistão. Na realidade, o que nós vimos ali dentro do aeroporto é aquele 1% a 3% da população local que se deu bem durante o período de entrega do país à uma nação estrangeira. Sim,era essa turma, no melhor estilo de Roma, a turma do “dividir para governar”, que estava ali se pendurando na roda de aviões, e não o povo comum, o “zé povinho” afegão.

A diferença crucial de Roma para os Estados Unidos é, principalmente, a canalhice. Via de regra, Roma não abandonava nem seus parceiros, nem seus comparsas. Tinha um processo bem mais inclusivo para os locais que dominavam. Os americanos sempre vão usar o mesmo processo: a compra de uma pequena parcela da população, em detrimento da imensa maioria e criar uma casta de corruptos e degenerados prontos a servir aos interesses deles.

Ao contrário do que se está apregoando, a imensa maioria da população afegã está a favor dos talibãs que não tem feito nenhum tipo de genocídio e que já contam com a simpatia dos governos vizinhos e são esses que importam, em última análise. Os Estados Unidos ficam do outro lado do mundo e a Europa, também. Nenhum deles tem nada para se meter ali na vida alheia.

Sei que de hoje em diante vamos ter a eterna conversinha e o papo de uma mídia podre, identitária. Discursos de perda de qualidade junto aos direitos humanos já ocupam a narrativa ocidental. A misoginia é outro papo, quando a cultura naquele país é outra e não nos diz respeito. Se os ocidentais gostam dessa sodomia que eles pregam, que fiquem com ela para si e respeito. Temos costumes locais, aliás, outra diferença clássica entre Roma e esse ridículo império americano: a falta de respeito ao povo local e aos seus costumes. É latente. Roma nunca fez isso, mais um ponto para Roma. E fica praticamente explicado porquê o império durou 800 anos e o outro já, já derrete em menos de meio século.

Essa mídia podre, vendida e canalha nunca, em momento algum, se manifestou pelas atrocidades cometidas pelas forças de invasão americana. Soldados de baixíssimo estofo moral que tratam os nativos sempre como escravos, como cidadãos de terceira classe. Custa informar que o ensinamento de John Milton continua valendo para todos no planeta: a maioria esmagadora dos habitantes de um país prefere reinar ali do que servir ao outros. É sempre preferível “reinar no inferno do que servir no céu”.

Temos o retrato acabado de uma sociedade podre ocidental que tenta vencer a tudo pela narrativa, porém como esta de branco, isso não conta. Já vemos as moderninhas identitárias repórteres da CNN e quetais abandonarem suas roupas de grife por singelas burcas. Afinal, papinho identitário fica muito bem aqui no Ocidente, pois o povo do Oriente Médio e do oriente não tem nenhuma simpatia pelo identitarismo e por essas modinhas.

O Talibã voltou para ficar, desta vez pacificado com os vizinhos mais próximos e de alguma forma protegido por eles. Espantam de vez o fantasma ante ao Ocidente, que se vende como solução para todos, quando, na realidade, não passa do grande problema a ser equacionado pela humanidade. Esperamos saber até quando dura esse império do mal.

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