O saldo da Lava Jato: um desastre nacional

A Operação Lava Jato conseguiu retirar da economia brasileira R$ 536 bilhões, quantia que representa a perda de faturamento das grandes empresas enquadradas pela “República de Curitiba” e pelo ex-juiz Sérgio Moro. Um estudo realizado pelo portal “Poder 360” apontou que este valor corresponde ao quanto grandes empresas como Odebrecht, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Petrobras e outras deixaram de gerar desde 2015.

Em termos de impostos, R$ 41 bilhões deixaram de ser arrecadados, valor muito superior aos R$ 6,6 bilhões que a Lava Jato alega ter ressarcido aos cofres públicos, através das delações premiadas.

Quanto aos empregos, as ações da Lava Jato contra as empresas ocasionaram a perda de ao menos 206 mil empregos diretos. Só a Odebrecht perdeu, desde 2013, 94% do seu quadro de funcionários. Muito para uma empresa que era uma das maiores empregadoras do país, com bons salários para o mercado, pois estava engajada em atividades de ponta, incluindo parcerias em setores estratégicos com as Forças Armadas. Hoje, a Odebrecht até mudou de nome, chamando-se Novonor, sendo apenas uma sombra do que antes era.

Evidentemente que tais empresas estiveram envolvidas em esquemas de corrupção, envolvendo lideranças do Partido dos Trabalhadores, mas hoje vemos Dilma Rousseff intocada por condenações e Lula tendo suas sentenças anuladas pelo STF. A mesma Suprema Corte que assistiu aos excessos da Lava Jato. Ao mesmo tempo, hoje fica claro o carreirismo de Sergio Moro, que largou o posto de juiz federal para assumir o Ministério da Justiça no início do mandato de Jair Bolsonaro, com a promessa de ser indicado pelo presidente para o mesmo STF.

Fora da magistratura e do governo Bolsonaro, Moro vive hoje de fazer pareceres jurídicos, um deles encomendado pelo escritório de Valfrido Warde, curiosamente apontado pela revista “Veja” como um dos grandes amigos do presidenciável do PSOL, Guilherme Boulos. Mesmo escritório que tem como sócios Valdir Simão, ex-ministro de Dilma Rousseff, e Leandro Daielo, também nomeado por ela para dirigir a Polícia Federal.

No fim, o grande perdedor não foi Moro, os procuradores do TRF-4, ou políticos petistas, mas o país como um todo, com empresas chinesas ganhando as parcas licitações de grandes obras de engenharia e fatias na exploração do Pré-sal, enquanto o desemprego segue alto.

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