Dissecando 2022

Botem na cabeça uma coisa: nenhum desses candidatos aí até agora apresentados prestam para nada.

Nenhum deles presta para nada, pelo menos o Bolsonaro serve para o tensionamento desse processo todo, pois ao menos ele está expondo todo mundo, até os idiotas do lado dele são a prova viva disso.

Hoje é o único candidato que me interessa, pois ele vai manter isso aqui sob tensão, esses caras querem simplesmente destruir a gente, e estão em ambos os bandos: Esquerda e Direita servem ao mesmo senhor. Hoje tanto Esquerda quanto Direita já acham o Putin um ditador e a China um lugar que deveria sofrer uma revolução, pois não há democracia.

Quer serviço mais bem feito que esse? A Direita execra o Oriente, os eslavos também e a Esquerda faz o mesmo exercício, por motivações diferentes, mas o objetivo é o mesmo.

Bingo para os anglo-saxões germano sionistas! A Direita teme os comunistas que poderão acabar com a sua carreira de lavadores de prato e limpadores de merda de velho no Primeiro Mundo.

Já a Esquerda execra esses mesmos países porque lá não dá para montar grupos LGBTs, boquinhas de racismo estrutural e nem dão mole para ONGs e tampouco bancam cursos eternos de extensão que não apresentem resultados práticos e não deixam as universidades como bocada para os parceiros marxistas de boutique.

Essa meritocracia de merda que foi criada aqui em cima da Esquerda é tão destrutiva quanto o anarcocapitalismo dos rebeldes criados a Toddy e que beirando os 50 ainda não saíram da casa da mãe, sonhando como famigerado primeiro milhão. Que, aliás, nunca vai vir.

Hoje vivemos um academicismo turvo, tanto a Esquerda quanto a Direita, Humanas e Economia se debatem por uma hegemonia acadêmica que não encontra eco na vida real. No final, quem resolve o problema não é nenhum deles, aliás a História está aí para provar a minha tese/teoria/realidade.

Perdemos, simplesmente, nosso sentido, nossa orientação, somos todos educados por Hollywood pelos sionistas, pelas políticas externas do que é sucesso e do que é fracasso, não baseado no americano comum ou no europeu médio, mas sim num modelo criado entre Harvard e Oxford, abrasileirado por PUCs e USP, cada qual a seu modo, os dois “haschis” para levar o “sushi” delas a nossa boca.

Copiamos o modelo de exportação deles, nós não temos modelos nacionais próprios, tudo nosso é copiado deles, doutorados, mestrados pós-graduações, o pacote completo da meritocracia comprada, o talento é combatido em troca do curriculum anabolizado por bolsas ou um bolso forrado, nesse modelo aí vigente a chance de aparecer um Tesla, um Einstein ou qualquer outro gênio da história é praticamente nula.

Como disse acima hoje importamos tudo, mas o mais perigoso é a importação do pensamento, não temos mais pensamento nacional, e de lá de cima que vem esse processo de dominação, os jovens não conseguem enxergar o óbvio: que a falta de um modelo próprio nos tornarão escravos e que a nave da salvação tem lugar para algo como 0,0001% da população. Ninguém se dá conta que estatisticamente é dez mil vezes mais fácil ser fulminado por um raio na rua do que ser o próximo bilionário cooptado pelo Departamento de Estado americano para ser laranja/ sócio do Zuckerberg.

Fica claro que todos esses caminhos levam ao mesmo lugar, que Bolsonaro Lula e Ciro Gomes em política externa são a mesma merda, um pendurado no ovo esquerdo do Biden, outro no ovo direito e outro se pendura no falo, todos eles alinhados a esse modelo perverso e massacrante ao qual somos expostos.

Derrubar o Bolsonaro agora neste momento é único que interessa a oposição antagonista, porém, aos dois principais adversários seus, a única coisa que farão será referendar todas as suas entregas e engordaram o porco por mais oito anos, como o PT fez durante 13. Engordam bem o porco, nesse período fazemos festa comendo as fezes dele e, daqui a um período, aparece outro processo, no melhor estilo Lava Jato, levam o porco e a gente fica com saudade da época em que ao menos comíamos a merda do porco.

Como já disse e repeti várias vezes por analogia, colocaram um ônibus com ar condicionado e serviço de bordo completo, digno de primeira classe da Emirates na frente do Maracanã e disseram no serviço de alto falante que todos poderiam ir para casa naquele ônibus com total segurança e conforto.

Claro que não disseram que tinha 80 mil pessoas dentro do Maracanã e que o ônibus só tem lugar para 40 passageiros, bastaria a todos que estão dentro do estádio raciocinarem para chegar a uma conclusão óbvia, mas aí entra a figura da meritocracia torta.

Quase todos no estádio já se sentem sentados no ônibus, ele é um dos quarenta, os outros 79960 são apenas perdedores ou “losers“, para ficar mais afinado com a língua dominante Mundial.

Como já dizia o meu filósofo contemporâneo predileto Eduardo Cunha, que Deus tenha piedade do Brasil…

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