A ELETROBRÁS E AS NARRATIVAS FURADAS DAS PRIVATIZAÇÕES

1️ – Primeiro disseram que o Estado era ineficiente por causa da estabilidade.

Há mais de um século estudos provam as vantagens da estabilidade, ausência de restrição financeira e capacidade de planejamento estatal para os objetivos de longo prazo e contra a corrupção. Lembre: guardiões do Crivella, desvios nas OSs e corrupção nas empreiteiras, onde entra o interesse privado, sai o ganho público.

2 -Aí inventaram que, embora mais íntegro e eficaz a longo prazo, era mais caro.

Uma simples operação de lógica mostra que numa relação entre A e B, a inclusão de um intermediário C encarece, dada a remuneração/lucro desse último.

3 – Por fim, mesmo mais corrupto, mais ineficiente e mais caro, querem privatizar dizendo que precisamos de dinheiro no curto prazo.

Esse último ponto é eivado de bizarras contradições:

– É como vender os móveis e aparelhos da casa pra comprar comida. Não resolve, acaba o que vender e o problema só piora. Em economês: não se resolve fluxo com estoque.

– A União criou todo os Reais existentes. É o único agente econômico sem restrição de sobrevivência na moeda nacional, sem limite financeiro à emissão dela. E todo seu gasto, no dia-a-dia, é feito com emissão, do zero. Porque precisaria pedir aos usuários aquilo que ela mesma cria?

– Estudos da indústria mostram que a privatização da Eletrobrás dará um PREJUÍZO de 400 BILHÕES entre 20 e 30 anos. Um rombo anual do tamanho do Auxílio Emergencial pago esse ano.

Se desfazer de uma empresa lucrativa? Pra ainda levar prejuízo? Por que? Quem faz isso em sã consciência? Só pra enriquecer ainda mais os bilionários às custas do povo?

Você quer pagar 30 bilhões por ano a mais de conta de luz? Aumentar a inflação? Ter um serviço pior no longo prazo? Ver mais corrupção?

Se não, manifeste-se contra a privatização da Eletrobrás que ocorre AGORA, na MP 1031 (de Bolsonaro e Paulo Guedes) em votação no Senado.

Por Samuel Braun

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