A velhice como doença e a Nova Ordem Mundial

Por Felipe Quintas.

A decisão da OMS de incluir a velhice como doença reflete não apenas a desumanidade da “ciência” hegemônica – já evidente no ano passado com a imposição da eutanásia social, vulgo lockdown, com o pretexto de combater um vírus – mas, também, e diretamente ligado a essa desumanidade, a vontade totalitária de eliminar a transmissão da memória, que dá permanência e coesão a toda sociedade.

Os idosos, como guardiães de um mundo passado em tudo diferente do atual e, em vários sentidos, muito mais livre que o atual dos desmandos dos déspotas mundiais, tornaram-se elementos subversivos e, portanto, na perspectiva do p(h)oder contemporâneo, patológicos, que, por definição, devem ser eliminados – daí a propaganda pela eutanásia, pela guerra de gerações, pelo distanciamento “sanitário” dos mais velhos em relação aos mais jovens, pelo sucateamento e extinção da previdência social etc.

Muito mais revolucionária do que a prédica de qualquer marxistazinho identitário de youtube é a lembrança dos mais velhos de um Brasil (para tomar nosso país como exemplo, embora algo semelhante seja válido para muitos outros países) onde, apesar dos problemas que sempre houve, havia possibilidades reais de ascensão social pelo trabalho e pelo estudo, onde até mesmo humildes assalariados tinham uma casa decente e uma família estável, onde o emprego com todos os direitos trabalhistas era para a vida toda, onde as empresas forneciam colônias de férias para os filhos dos trabalhadores, onde havia pujantes empresas nacionais tanto estatais e privadas, onde se podia ficar nas ruas sem medo e se banhar em praias limpas, onde as festividades e comemorações folclóricas eram valorizadas, onde se tinha orgulho de ser brasileiro, entre tantas outras coisas.

Como escreveu certa vez o filósofo italiano Diego Fusaro, um dos melhores pensadores de hoje, o capitalismo contemporâneo é essencialmente juvenil (no pior sentido do termo), ou seja, precário, instável e efêmero, e impondo essas características em todos os âmbitos da vida social. Daí que a velhice seja, para ele, patológica, e assim considerada pelos travestis de cientistas que são os sacerdotes da Nova Ordem.

2 comentários sobre “A velhice como doença e a Nova Ordem Mundial

  1. A miséria da sociedade capitalista está descartando
    os que chegaram ao momento final de uma longa caminhada, depois de ter sido mercadoria que
    produzia mercadoria e a si mesmo como mercadoria…É
    a etapa final de uma organização social que está vivendo seus últimos momentos…dos escombros será erguida uma sociedade humana solidária, comunitária onde todos se reconhecerão como de uma mesma família, HUMANA!!!
    Atravessar essa etapa é um instante histórico de muita dor!! Os que sobreviverem terão muito que contar e resgatar a memória dos que não conseguirem viver!!
    “A HISTORIA É A PARTEIRA DA HUMANIDADE…”
    Recife, junho de 2021
    TEMPO PARTIDO
    SE SERES HUMANOS
    DESTRUÍDOS!!!
    Ivanildescritora

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