Revista “Economist” promove separatismo em província argentina

Artigo do portal KontraInfo denuncia matéria da revista “Economist” que apoia o separatismo da Província de Mendoza, na Argentina. O movimento pela autonomia, que criminosamente ganha tons separatistas, é apelidado ironicamente de “Mendoexit” – em alusão ao movimento Brexit, que tirou o Reino Unido da União Europeia.

Mendoza é uma rica província argentina, em conflito com o governo federal argentino, em função de não apoiar as medidas mais duras de contenção da pandemia do Covid-19, mantendo escolas abertas e menos restrições à locomoção das pessoas do que as do governo de Alberto Fernandez. Já sua economia gira em torno da produção vinícola, com a matéria da revista britânica ressaltando falas de políticos locais e empregados e proprietários das vinícolas, que ressaltam o fato de a província perder receita para o governo federal e pouco ganhar em troca.

Os Rothschilds, que fundaram um império financeiro transnacional na Europa, ainda no século XIX, têm o controle sobre a “Economist”, assim como, na figura do Barão Edmond de Rothschild, investem também em vinhedos pelo mundo, incluindo em Mendoza, uma região considerada ideal para a atividade vinícola.

Segundo o KontraInfo, o burburinho que cresce na região pelo separatismo, foi fomentado pelo Foro Diplomático de Mendoza, em evento realizado em agosto de 2020, que contou com a participação de diplomatas franceses, israelenses, austríacos, suíços, alemães e cidadãos argentinos com o título igualmente de “Mendoexit? É viável? É conveniente? É uma utopia? Como fizeram outros países? É possível maior autonomia?”

Chamada do evento.

Essa discussão se dá em um cenário de contestação contra o Governo Fernandez, com alta da inflação e com a tomada de medidas extremas como a proibição da exportação da carne bovina, diante de uma alta dos preços de alimentos, que desencadeia uma crise alimentar não só na Argentina. Ao mesmo tempo, a Assembleia Constituinte no vizinho Chile dá sinais de conceder “autonomia” aos territórios mapuches, em um país no qual os Rothschilds também investem em vinhedos.

A turbulência política no Cone Sul pode abrir espaço para uma balcanização regional que pode mesmo impactar o Brasil. Pode ser muito difícil impactar o sul e sudeste do nosso país, mas pode ter efeitos na região amazônica, aproveitando-se como pretexto as denúncias sobre crimes ambientais com a conivência ou participação do governo brasileiro, agora que o meio-ambiente e não o setor petrolífero e naval se tornou o foco do lavajatismo incrustado em alguns setores do Estado brasileiro.

Ainda que esses ensaios de movimentos separatistas não realmente venham a se concretizar como tal, eles podem contribuir para a erosão da soberania dos Estados sul-americanos, o que parece estar verdadeiramente por trás de iniciativas como a do “Mendoexit”.

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