Países ricos ficariam com parte do leão do imposto corporativo global

Brasil teria um acréscimo de arrecadação de € 11 bilhões por ano.

O G7, que reúne as seis nações mais poderosas do Ocidente e o Japão, se reúne neste final de semana, em Londres, e deverá aprovar a adoção de uma taxa corporativa global mínima. Os Estados Unidos, que chegaram a propor uma alíquota de 21%, recuaram para 15% de forma a garantir a aceitação.

A entidade europeia EU Tax Observatory divulgou nesta terça-feira relatório em que estima a receita tributária que a União Europeia, assim como outros países, poderá arrecadar com o imposto mínimo sobre os lucros das empresas multinacionais.

Se a taxa chegasse a 25%, a UE aumentaria suas receitas atuais de impostos corporativos de empresas sediadas na Europa em cerca de 50% em 2021 – de € 340 bilhões para € 510 bilhões. Para os Estados Unidos, o ganho seria similar, em torno de US$ 165 bilhões. UE e EUA arrecadariam outros US$ 45 bilhões, cada, com tributos sobre empresas sediadas fora de seus territórios.

A estimativa mostra que União Europeia e EUA ficariam com o maior benefício. Outros 12 países analisados – entre eles o Brasil – teriam um acréscimo de cerca de € 136 bilhões. Mesmo assim, Canadá (€ 35 bilhões), China (€ 30 bilhões) e Japão (€ 29 bilhões) ficariam com 70% desse valor.

O Brasil alcançaria um ganho de € 7,4 bilhões das corporações sediadas aqui. Além disso, poderia elevar a receita em mais € 3,4 bilhões de companhias dos EUA e de outros países, totalizando € 10,8 bilhões, equivalente a um aumento de 18,6% no imposto de renda corporativo, calcula o EU Tax Observatory. Se a taxa ficar nos 15% propostos pelos EUA, o ganho de arrecadação brasileiro seria de apenas US$ 900 milhões.

O levantamento da entidade mostra quanto as grandes firmas pagariam a mais. Os bancos europeus teriam que pagar 44% a mais em impostos se estivessem sujeitos a uma taxa mínima de 25% por país. Empresas como Shell, Iberdrola e Allianz também teriam que pagar de 35% a 50% a mais em impostos. De modo geral, as corporações teriam um acréscimo de 50%.

Com informações Monitor Mercantil

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