“Puerto Rico del sur”

O problema da polícia, da farda, é que no Brasil adestraram a população a ser crítica do Estado como um todo e a ser benevolente com o criminoso; a polícia é figura de proa nesse processo.

Acreditem ou não, esse modelo é neoliberal: associar o policial insensível a um “Estado opressor e perverso” é um modo de implosão do Estado e onde o brasileiro médio só vai falar uma coisa:

“Já vai tarde !!!!!”

Com esse cenário de guerra perdida, teremos um Estado cada vez mais anêmico, corroído pela corrupção, e o povo cada vez mais inimigo deste, depositando a sua ineficiência no fato do mesmo não ser privado.

Quando o Estado for diminuído até o nível da barbárie econômica contra o cidadão comum e desprotegido, pode ser que ele se dê conta que aquele Estado era sim, uma ótima oportunidade para que seus sucessores e descendentes pudessem ter empregos decentes, ao invés de se sujeitarem a migalhas do Estado Neoliberal.

Quando o último dos nossos engenheiros, biólogos, físicos, descobrirem que sem o investimento estatal só teremos vagas para Uber e I-Food, finalmente o povo cairá em si.

Nesse dia ele irá descobrir que todo o sistema é encadeado, como a atuação da mídia se dá em várias frentes, e que o ataque as forças de segurança não visavam a equidade social, e sim o enfraquecimento da representatividade desse próprio povo diante do cenário nacional.

Mas aí será tarde demais, pois nesse momento, para se voltar atrás, será necessário uma mais que improvável revolução, algo praticamente inatingível nos dias de hoje, e estaremos condenados a ser uma imensa “Puerto Rico del Sur”.

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