Aldo Rebelo: candidato a presidência não pode se incomodar com patrulhas e cancelamento ao tratar de questões nacionais

Em entrevista, Aldo Rebelo criticou o discurso de Lula após a anulação da sentença que levou à sua condenação. Para o ex-ministro e ex-deputado, a fala de Lula é boa só para fazer um contraponto a Bolsonaro, mas assemelha-se mais a de um líder sindical do que a de um futuro candidato a presidência.

Ao se referir a determinados grupos, segundo Aldo, o discurso do ex-presidente dá entender que enxerga o Brasil como uma federação de corporações, quando o país é mais do que isso: um projeto civilizatório que está sendo golpeado não só materialmente, mas espiritualmente, em sua própria identidade.

O ataque ao Brasil estaria sendo conduzido por dois grupos: um representando um cosmopolitismo de Direita, que desfila com bandeiras dos EUA e de Israel, como se a identidade do Brasil pudesse ser mudada e o Brasil se tornasse uma colônia dos EUA ao estilo de Porto Rico. O outro grupo é representado por grupos progressistas, com visão também formada nos EUA, que enxerga o Brasil como nação bicolor e birracial, formada por pretos e brancos, apagando o caráter mestiço do país, presente em diversas manifestações culturais como na língua, música, culinária etc. Para Aldo, os partidos de Esquerda estão contaminados por esse tipo de identitarismo, emanado dos EUA e alojado na academia, com financiamento de fundações e ONG´s estrangeiras.

Assim, qualquer candidato a presidência precisa tratar desses ataques, desmascarando os dois lados, ambas as filiais, Republicana e Democrata, do progressismo e conservadorismo liberal “Made in USA”, sem se incomodar com patrulhas e a “cultura do cancelamento” que viceja nas redes sociais, pois o ataque a identidade nacional é mais danoso do que o problema da estagnação econômica.

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