A Resposta vem do Povo

Por Rafael Candido

Há pouco tempo foi publicada uma matéria a respeito de qual seria o fator preponderante para escolha do voto — tal fator seria a pauta moral, mesmo nas comunidades carentes, e que pouco importa se a militância da dita esquerda sairá dos seus condomínios para fazer campanha eleitoral nas favelas. Por que os moradores dessas localidades, já conhecem essa ladainha. Esses militantes se esquecem que a população pobre sofreu pelos 14 anos de governos petistas.

O PT teve seu mérito, deu um pouco de dignidade para o povo tão sofrido pelos anos de governos FHC. Só que suas reformas foram um imenso castelo de areia: foi só o Temer subir ao poder para começar a desfazer tal estrutura, e o Bolsonaro chegou a poder para acabar de vez com esse castelo. Acabamos de situar o porquê da população pobre ter essa repulsa pela dita “nova esquerda”. Os anos dourados petistas elevaram o poder de compra tanto da população pobre quanto da classe média, tiraram o doce da boca da criança na hora que ela tava se lambuzando, e de birra, por assim dizer, fez a arminha e não quis saber das consequências. O sentimento é algo que levado em consideração na hora de votar, algo que é muito pouco discutido.

Os pleitos municipais

Temos um diagnóstico a nível nacional a respeito de ojeriza que o povo tem a respeito do partido que esteve no poder, mas isso não necessariamente se atribui às prefeituras. A questão ideológica fica em segundo plano quando falamos de prefeituras do interior, onde as pessoas estão preocupadas com questões mais básicas, a manutenção da estrutura municipal. Essa é uma questão que vai impactar agora nessas eleições, o Brasil vive seu pior momento em 30 anos de democracias, as prefeituras estão falidas.


As falências das prefeituras se devem a diversos fatores. O que fica mais preponderante é a má gestão dos prefeitos que foram eleitos em 2016 — por isso que vemos a Lapa no Rio de Janeiro com dezenas de mendigos e o centro com diversas lojas fechadas em contraste ao movimento que existia nas ruas, o mesmo pode se dizer de São Paulo com bairros sofrendo a mazelas das cracolândia. Os prefeitos dessas capitais se elegeram dizendo que iriam acabar com essas mazelas, que iriam cuidar do povo, e estamos vendo como as duas principais cidades se encontram. E o que é mais interessante que ambos prefeitos defenderam o livre mercado em suas campanhas e estamos vendo o resultado desse receituário econômico.

Outro fator seria um fator político. Nos anos do de Dilma e Temer, tais prefeituras mantinham a política de boa vizinhança, mas isso mudou com a eleição do Jair Messias Bolsonaro. Tais prefeitos fizeram campanha para o Messias, mas as relações dos prefeitos e com o presidente foram conflituosas posteriormente. O Dória é considerado o Traidor para horda Bolsonarista e isso vai recair no seu poste (Bruno Covas), já a relação do Crivella seria uma relação do tipo “estou contigo mas mantenho distância”, pois ao passo que surgem matérias dizendo que Bolsonaro irá apoiar Crivella agora nas eleições cariocas, não interferiu no Judiciário para salvar ele do processo de inelegibilidade e ao mesmo tempo que os deputados bolsonaristas apoiam o candidato a prefeito no Rio de Janeiro do PSL.


O Jogo é Duro e Complexo, podemos até vaticinar que o Bolsonaro e seus militantes vão impulsionar o Russomano por que não quer o segundo turno Boulos x Covas, e no caso da corrida da prefeitura Carioca que mesmo com a vantagem aparente do Paes, será caótico pois este tem uma rejeição, sem contar a situação do Crivella, que acaba tornando o pleito instável. Quem serão os algozes dos atuais prefeitos é difícil prever. A única conclusão que tiramos é que a Fatura chegou e eles agora serão cobrados nesse processo eleitoral, terão dificuldades em se reeleger por que o povo não esquece, não esquece mesmo. Essa era a lição que deveria ter sido aprendida com a eleição do Bolsonaro no fatídico pleito de 2018, mas pelo que parece não aprenderam nada.

Autor do Artigo: Rafael Cândido – Mestre em Ciência Contábeis

Editor do Artigo – Marcos Mascarenhas – Desenvolvedor de Software

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